Por Tatiane Vargas e Erica Fernandes (CRPHF)
Atividade reuniu profissionais do CRPHF em roda de conversa sobre saúde mental no trabalho e ações de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

Em alusão ao Setembro Amarelo, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/ENSP/Fiocruz) realizou, no dia 28 de setembro, a I Jornada de Saúde Mental e Trabalho – Cuidado, Prevenção e Acolhimento. A atividade reuniu profissionais do Centro em uma programação dedicada à reflexão sobre saúde mental no ambiente de trabalho, com espaço para diálogo, troca de experiências, escuta e práticas de cuidado.
A Jornada partiu da compreensão de que a saúde mental também está relacionada às condições e relações estabelecidas no cotidiano profissional. A organização do trabalho, os vínculos entre as equipes e as experiências vivenciadas pelos trabalhadores podem repercutir no bem-estar e na saúde. Nesse sentido, criar espaços de diálogo e escuta contribui para ampliar a atenção ao tema e fortalecer relações de trabalho mais saudáveis.
Saúde mental e trabalho em debate
Durante a programação, a psicóloga Nathalya Reimol compartilhou conhecimentos e experiências sobre saúde mental e trabalho, conduzindo uma conversa sobre os aspectos emocionais presentes no cotidiano profissional. A atividade abriu espaço para que os participantes refletissem sobre a importância de reconhecer diferentes formas de vivenciar os desafios do trabalho e de construir ambientes em que seja possível falar sobre dificuldades, compartilhar experiências e buscar apoio.
A roda de conversa contou também com a participação de Karla Salomão, assistente social do ambulatório, que contribuiu para a condução da atividade. O encontro possibilitou discutir a importância de não naturalizar situações de sofrimento no ambiente de trabalho e de reconhecer que cada trabalhador possui diferentes histórias, necessidades e maneiras de lidar com os desafios cotidianos.

Nesse contexto, a escuta qualificada e o acolhimento foram destacados como elementos importantes para a construção de relações profissionais mais respeitosas e solidárias. A discussão também reforçou que o cuidado em saúde mental não se limita a iniciativas individuais, mas envolve as relações entre as pessoas, as equipes e a própria organização do trabalho.

Práticas de cuidado e bem-estar
Outro momento da Jornada foi dedicado às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que proporcionaram aos participantes experiências de relaxamento e cuidado. A programação incluiu meditação, massoterapia e reflexologia palmar, criando momentos de pausa e atenção às necessidades individuais.



A atividade destacou a possibilidade de incorporar diferentes estratégias de promoção da saúde ao cotidiano institucional, valorizando práticas que contribuam para o bem-estar e para uma relação mais atenta com o próprio corpo e as próprias emoções.
Para os organizadores, promover espaços de diálogo sobre saúde mental é também uma forma de fortalecer uma cultura institucional de cuidado. A proposta é ampliar a percepção sobre o tema, romper silêncios e fortalecer redes de apoio, compreendendo o cuidado como uma construção coletiva que envolve trabalhadores, equipes, relações e a organização do trabalho.

A I Jornada de Saúde Mental e Trabalho foi organizada por Rosana Oliveira, do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT/CRPHF/ENSP/Fiocruz) e da Gestão de Apoio ao Trabalho (GAT), e Marcelo Oliveira, do Ambulatório de Pesquisa Germano Gerhardt (APGG/CRPHF/ENSP/Fiocruz), com apoio das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).

De acordo com os organizadores, a iniciativa integra as ações do CRPHF voltadas à promoção da saúde e à valorização dos trabalhadores, reforçando a importância de manter o debate sobre saúde mental no cotidiano institucional para além das campanhas e datas de mobilização.

*Com colaboração de Rosana Oliveira, do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT/CRPHF/ENSP/Fiocruz) e da Gestão de Apoio ao Trabalho (GAT).