*Por Isabelle Ferreira (estagiária de jornalismo)
O diálogo entre laboratórios de saúde pública, inovação e desenvolvimento institucional será abordado na primeira edição do InovaLab ENSP: Inovação Laboratorial, realizado pela Vice-Direção de Ambulatórios e Laboratórios de Saúde Pública (VDAL), em parceria com a Vice-Direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão (VDDIG) e a Vice-Direção de Pesquisa e Inovação (VDPI) da ENSP.
Com o objetivo de unir ciência, inovação e impacto, o evento será realizado nos dias 24 e 25 de setembro. A programação será aberta ao público externo somente no dia 24 de setembro, das 8h30 às 12h. Participe!

O InovaLab visa ampliar o conhecimento sobre inovação em saúde pública. Nesse sentido, a coordenadora de Laboratórios da VDAL/ENSP, Adriana Régua, destaca o papel central da atividade na discussão sobre as estruturas institucionais e a articulação entre as Vice-Direções de Pesquisa e Inovação da Escola.
“A iniciativa surge a partir da excelência já existente nos laboratórios da Escola e visa também ampliar possibilidades. O objetivo é integrar competências, dar visibilidade às iniciativas que já estão sendo desenvolvidas e criar condições para que o conhecimento e as práticas laboratoriais possam se transformar gradualmente, por meio da inovação e de soluções de impacto para a saúde pública”, explicou.
A coordenadora destaca que o InovaLAB foi idealizado não apenas como um conjunto de palestras, mas também como um espaço de aprendizagem, experimentação, compartilhamento de experiências e construção de conexões. “Fortalecer sua capacidade de inovação significa, portanto, fortalecer a própria capacidade institucional da ENSP de produzir conhecimento e transformá-lo em respostas para os desafios da saúde pública e do SUS”, defendeu.
Saúde digital, pesquisa laboratorial e inovação tecnológica serão o eixo temático do primeiro dia
No dia 24 de setembro, a programação começará com a palestra ‘Do conhecimento à inovação na ICT: Caminhos possíveis’, ministrada por Aline Morais, doutora e mestre em Propriedade Intelectual e Inovação pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI).
Desde 2008, Morais atua como analista de Gestão em Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e vem assessorando a instituição em Propriedade Intelectual, Transferência de Tecnologia, Gestão Tecnológica e da Inovação, Empreendedorismo e Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado.
Em seguida, a doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ) e mestre em Saúde Pública, com subárea em Endemias, Ambiente e Sociedade pela ENSP/Fiocruz, Renata Gracie abordará o tema ‘Saúde digital como estratégia para impulsionar a Inovação Laboratorial’.
A pesquisadora também atua no desenvolvimento de pesquisas e no ensino na área de Geografia da Saúde, com ênfase em vigilância em saúde, desigualdades socioespaciais, saneamento e saúde, mudanças climáticas, indicadores de saúde e de interesse a saúde a partir do uso de técnicas de geoprocessamento, análise espacial e Saúde nas Periferias.
Na sequência, haverá uma mesa de discussão, com a temática ‘Da Pesquisa Laboratorial à Inovação Tecnológica’, mediada por Marcel Guimarães Martins, engenheiro químico pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Martins desenvolve pesquisas na área de nanopartículas multifuncionais para aplicações biotecnológicas, atuando na interface da ciência com o empreendedorismo.
Por fim, será realizado um debate sobre ‘Núcleo de Inovação Tecnológica: Ações do NIT/ENSP’ conduzido por Ana Paula Maricato, coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica da Vice Direção de Pesquisa e Inovação (VDPI) da ENSP/Fiocruz. Maricato desenvolve atividades relacionadas à gestão da pesquisa, ao fomento científico e tecnológico, à inovação e ao acompanhamento de projetos institucionais.
Vigilância microbiológica e estratégia sustentável integram a programação
Segundo Adriana, a programação do dia 25 de setembro ganha outra dimensão com o LabTalks, no qual os laboratórios da ENSP assumirão o protagonismo e apresentarão iniciativas e experiências desenvolvidas em diferentes campos da saúde pública.
No dia 25 de setembro, serão realizadas as seguintes mesas: ‘Da vigilância microbiológica a uma só saúde’; ‘Central de Inovação e Desenvolvimento de Processos para o Tratamento de Efluentes Profa. Débora Cynamon Kligerman (Cindepte): sua importância e perspectivas em pesquisa’; ‘Estratégia sustentável para o controle da esquistossomose, através do uso de biolarvicida vegetal’; ‘Do diagnóstico à inovação: o papel do Laboratório de Referência Nacional de Tuberculose e Micobacterioses na saúde pública’; e ‘O que encontramos depende de como procuramos’.
Régua conclui que encerrar o mês de setembro, que também é dedicado ao aniversário da instituição, com uma agenda dedicada à ciência, à inovação laboratorial e ao impacto
reforça a capacidade da Escola de preservar sua história e, ao mesmo tempo, continuar construindo novas respostas para a saúde pública.
“Nesse cenário, é relevante destacar que os problemas de saúde pública se tornam cada vez mais complexos e exigem respostas interdisciplinares, capacidade analítica, novas tecnologias e articulação entre diferentes áreas do conhecimento. Por isso, a inovação não pode ser compreendida apenas como uma etapa posterior à pesquisa. É fundamental que esteja cada vez mais incorporada à maneira como identificamos desafios, organizamos processos e desenvolvemos soluções”, ressaltou.
Serviço
InovaLAB ENSP: Inovação Laboratorial
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: das 8h30 às 12h
Local: Auditório da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)
*Estagiária de jornalismo, sob a supervisão da equipe de jornalismo do 'Informe ENSP'.