
Pesquisadora emérita da Fiocruz traz o olhar das ciências sociais para a saúde e reafirma a escuta como essência da pesquisa.
O nome Minayo é recorrente em teses e trabalhos acadêmicos das ciências sociais e da saúde coletiva. Mas quem é a mulher por trás das referências bibliográficas? Professora, socióloga, escritora, cientista e a primeira sanitarista homenageada com a carteirinha da profissão, Maria Cecília de Souza Minayo construiu uma trajetória atenta às necessidades concretas da população brasileira.
A Radis de agosto rende homenagens em vida ao legado de Cecília para a ciência, o SUS e as políticas públicas. Aos 88 anos, a pesquisadora emérita da Fiocruz recebeu a equipe da revista para uma conversa que resgata suas memórias, desde a educação popular nos anos 1960 até a consolidação da pesquisa qualitativa e dos estudos sobre violência. Uma trajetória guiada por seu principal modo de fazer ciência: a disposição à escuta. “Se eu posso dizer que tenho uma especialidade, é o trabalho de campo. É ouvir as pessoas”, sintetizou.
Na edição 287, você também confere: A cobertura do Encontro do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP) em Fortaleza; As dificuldades enfrentadas por mulheres para chegar ao diagnóstico de lipedema; O que esperar do fenômeno El Niño em 2026. Leia aqui a edição completa.