Territórios Vivos leva diagnóstico participativo a comunidades de São Paulo

Por Luiza Trindade (Cesteh)

Dos dias 27 a 29 de agosto, a equipe do projeto Territórios Vivos: Diagnóstico Participativo das Periferias de São Paulo com Foco em Saúde, Educação e Bem-estar, desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), esteve em campo para dar continuidade às ações de reconhecimento territorial e diagnóstico participativo em comunidades da capital paulista e região metropolitana.

 

As atividades tiveram início na Cozinha Solidária Jardim Julieta, na Zona Norte da cidade de São Paulo. Foi realizado um momento de apresentação mútua entre a equipe do projeto e líderes comunitários, seguido de uma caminhada de reconhecimento pela comunidade.

No dia 28, os pesquisadores visitaram a Cozinha Solidária do Instituto CEU Estrela Guia para uma reunião com lideranças da organização. Na parte da tarde, a equipe técnica seguiu para a Comunidade Vila Cheba, na Zona Sul da capital paulista, onde foi recebida pelas lideranças locais para uma nova roda de apresentação do projeto e caminhada pela comunidade.

O terceiro dia de atividades foi ocupado pela visita ao bairro Jaguaribe, em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Com a participação de lideranças e bolsistas territoriais, após uma roda de reconhecimento, a equipe mediou uma oficina de cartografia social, seguida pelo reconhecimento territorial do Complexo Jaguaribe.

 

Essas atividades integram a metodologia do projeto Territórios Vivos, que realiza um diagnóstico participativo nas periferias da Região Metropolitana de São Paulo, com foco na intersecção entre saúde, educação e bem-estar. A ação busca entender de perto as condições de segurança alimentar e os impactos das mudanças climáticas nessas comunidades, investigando desde hábitos de vida e doenças crônicas até riscos ambientais como enchentes e ilhas de calor.

A proposta coloca os moradores no centro da geração de conhecimento, capacitando lideranças comunitárias e jovens para identificar problemas dos territórios e construir soluções a partir das demandas locais. Ao cruzar dados técnicos de georreferenciamento com a vivência prática de quem habita as periferias, o projeto gera subsídios para políticas públicas mais justas e eficazes, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 

A iniciativa, realizada em territórios das zonas Leste, Oeste, Norte e Sul da cidade e em sua região metropolitana, reafirma o compromisso da Fiocruz com a equidade social e a promoção da qualidade de vida em territórios historicamente vulnerabilizados.